Utilizamo-nos
do poder inerente à nossa posição para desempenhar os fins que as nossas
experiências agenciam. Interessa-me, a todo o momento, certificar que a prática
do meu poder ocorra no ótimo desempenho, entretanto ocorra de maneira que não
ultrapasse meu juízo daquilo que é justo, belo e correto. Haja vista que saber
é poder, para tal, as experiências devem ser selecionadas e normatizadas dentro
do rigor próprio do ser, para a aquisição de saberes e valores, de preferência,
interessantes.
As experiências
tornar-se-ão aproveitáveis somente se digeridas no momento e no tempo que elas
precisam. A duração e a posição são elementos primordiais da razão. Há de se
precaver da inata tendência de vigilância e punição que aplicamos a nós mesmos
diante de uma culpa adquirida. Identifique, ordene e relacione qualquer
sentimento de culpa que venha a te injuriar para que as causas sejam tratadas e
tua razão permaneça incólume. Vigia-te neste tocante, pois a paixão, que
carrega uma carga de ressentimentos e culpas, é essencial ao ser.
Assim, desta
forma acima discorrida, a potência de ser é mantida num patamar sadio perante
as bases filosóficas da inteligência. Busca-te absorver experiências
selecionadas no máximo rigor da razão, busca-te agenciar ideias fundamentadas nos
princípios da lógica e da ética, busca-te maquinar belas empreitadas nas quais
razão e paixão se equilibrem em harmonia. Eis as diretrizes da minha filosofia.
O devir é uma
grandeza filosófica e está relacionado à lógica, à religião, ao homem. O que seria
o devir? O que há de vir a ser? Pois, o acaso é primordial desde que os eventos
ocorram nas condições propícias, ou seja, na condição que compõe a situação
causa das ocorrências experimentadas. Não está ao alcance do sujeito envolvido
determinar tal condição a todo o momento, haja vista que os fatos são efeitos
de causas primordiais, tais quais a posição e a duração, quantidade e qualidade,
potência e ativação, razão e paixão, massa e energia, entre outras dualidades
que compõem nossas limitações enquanto humanos. Verdade ou mentira?

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