sexta-feira, 3 de março de 2017

Tratado da Felicidade Plena


Utilizamo-nos do poder inerente à nossa posição para desempenhar os fins que as nossas experiências agenciam. Interessa-me, a todo o momento, certificar que a prática do meu poder ocorra no ótimo desempenho, entretanto ocorra de maneira que não ultrapasse meu juízo daquilo que é justo, belo e correto. Haja vista que saber é poder, para tal, as experiências devem ser selecionadas e normatizadas dentro do rigor próprio do ser, para a aquisição de saberes e valores, de preferência, interessantes.

As experiências tornar-se-ão aproveitáveis somente se digeridas no momento e no tempo que elas precisam. A duração e a posição são elementos primordiais da razão. Há de se precaver da inata tendência de vigilância e punição que aplicamos a nós mesmos diante de uma culpa adquirida. Identifique, ordene e relacione qualquer sentimento de culpa que venha a te injuriar para que as causas sejam tratadas e tua razão permaneça incólume. Vigia-te neste tocante, pois a paixão, que carrega uma carga de ressentimentos e culpas, é essencial ao ser.

Assim, desta forma acima discorrida, a potência de ser é mantida num patamar sadio perante as bases filosóficas da inteligência. Busca-te absorver experiências selecionadas no máximo rigor da razão, busca-te agenciar ideias fundamentadas nos princípios da lógica e da ética, busca-te maquinar belas empreitadas nas quais razão e paixão se equilibrem em harmonia. Eis as diretrizes da minha filosofia.

O devir é uma grandeza filosófica e está relacionado à lógica, à religião, ao homem. O que seria o devir? O que há de vir a ser? Pois, o acaso é primordial desde que os eventos ocorram nas condições propícias, ou seja, na condição que compõe a situação causa das ocorrências experimentadas. Não está ao alcance do sujeito envolvido determinar tal condição a todo o momento, haja vista que os fatos são efeitos de causas primordiais, tais quais a posição e a duração, quantidade e qualidade, potência e ativação, razão e paixão, massa e energia, entre outras dualidades que compõem nossas limitações enquanto humanos. Verdade ou mentira?

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