Sorry for those who decide to the easier things. Instead, the interesting of life are the hard ones, and this is what we usually do: love.
It brings the stoicism in to our memory, that relates passion to risks, and super-audacity to danger. But who not fall in love with little dangers? And what is the purpose of loving without risks?
Empathy for ourselves is vital. A bit of narcisism seems to be necessary, unless it becomes pathologic.
"To experience the surrounding enviroment, I have become a monster, and when I look forward to be alone, I find myself, In the darkness. And I hate monsters. Then I run, try to scape, but wherever I go, I will be there. All that left is memory destruction. Thus, by this time, I have lost the battle between ego and consciousness."
"Looking for anwers, I have turn my mind insideout. But what I have found out there were more questions. Now I have become exposed."
Once opened, we are allowed to stimuli experiences, then identities may be elaborated in develoment basis process. It could be considered a plagiarism of available trues?
Then we, as human being, can develop no new idea, or can, as average man, create little innovation, or as genius, deliver great and authentic progress to mankind.
Please, Copyright.
Impressões sobre política, ciência, religião, economia etc. Relatos parciais da sociedade.
quarta-feira, 24 de maio de 2017
sábado, 20 de maio de 2017
Considerações sobre a surdez
CRONOTOPIA
MUNDO
A partir do século XVI houve atenção aos surdos.
Pedro Ponce de Léon, Espanhol, boticário, contratado para educação
de herdeiros reais.
BRASIL
1855 – Hernest Huet, vindo da França a convite de D Pedro
II. Fundou a escola INES.
1875 – Flausino José da Gama, aluno da INES, elaborou o
primeiro dicionário de LIBRAS.
Língua portuguesa: mecanismo oral-auditiva
LIBRAS: visual-espacial
1)
configuração das mãos (CM)
2)
ponto de articulação (PA)
3)
Movimento (M)
4)
Orientação (Or)
5)
Expressão corporal/facial (EF/C)
Percepção do surdo visual-espacial é centralizada no objeto,
seguido do sujeito e, por último a ação (verbo): O-S-V. O ouvinte
segue a ordem de raciocínio S-V-O.
CONSIDERAÇÕES SOBRE A
SURDEZ
O ser humano apresenta-se à vida em condições físicas e
psíquicas diversas, que são entendidas através de conceitos de definição
variável de acordo com uma relatividade filosófica, histórica e geográfica.
Neste tocante, temos a surdez como tema. A genealogia da surdez, ou arqueologia
desta, merece ser interpretada à luz da cronotopia - temporalidade e localidade
- dos eventos. Portanto, pretende-se nesta dissertação abordar o povo surdo a
fim de apresentar um panorama altivo dessa condição ao leitor.
Há séculos, quando éramos majoritariamente um povo medieval
e rural que pouco sabia daquilo que os sentidos não alcançavam, a surdez era
considerada uma condição de invalidez, a qual implicava na impossibilidade do
surdo conviver no meio social e, quiçá, na clausura do surdo em situação de
reclusão total. Havia povos que sacrificavam os surdos à morte, em ritos
místicos, haja vista a condição primitiva que o homem de outrora vivia, onde a
medicina e a religião se misturavam em meio à ignorância do ser. Ai de mim, tememos
o desconhecido.
A surdez é um dos conceitos cuja definição variou no
decorrer da história, ora uma doença intolerável, ora uma condição diferente da
maioria. Pois bem, aprendemos mais com as diferenças que com as semelhanças,
entretanto, na natureza inata do homem, as diferenças são destacadas diante dos
nossos sentidos mais do que as semelhanças e a percepção daquilo que é
diferente, intuitivamente, nem sempre é receptiva. Esta premissa filosófica
explica a recusa inicial da inclusão dos surdos na sociedade de tempos atrás.
Ora, pois, o que há de ser ultrapassado é a ignorância que
impedia o homem de compreender a condição de surdez, a qual não se caracteriza
como impedimento ou inferioridade. Sim, há doenças que são causa de surdez,
genéticas ou adquiridas, bem como há substâncias químicas oriundas do reino
vegetal, animal ou mineral que são empregadas como panaceia e têm toxicidade potencial
de causar surdez, seja na fase fetal, infantil ou adulta.
Ó pobre natureza humana, que repele o que seja diferente,
que teme o que seja desconhecido, que subjuga a minoria a fim de perseverar em
si enquanto ser, que protege somente sua prole e seus semelhantes numa posição
permanente de cobiça, domina-te do resquício animal e emprega-te a razão!
Entretanto, além de paixões deste naipe, nossa natureza também é provida de
amor.
Foi a própria natureza nossa que promoveu a surdez à
condição de igualdade, pois, primeiro, gente poderosa se viu diante de
familiares surdos carentes de meios para libertarem-se rumo à inserção social,
segundo, pessoas do bem que amaram o povo surdo assim como a si próprios
promoveram grandes empreitadas a fim de dar plenitude à vida do surdo, dar
acessibilidade à sociedade ouvinte majoritária, dar reconhecimento jurídico e
direitos. A humanidade há de continuar evoluindo e estamos apenas no começo
deste processo. Aprenda LIBRAS!
terça-feira, 2 de maio de 2017
Elogio à coragem das verdades
?
Virei a cabeça no avesso e, do lado de fora, encontrei respostas inesperadas. A mudança do ponto de vista, ou do referencial, é providencial a esclarecimentos.
Tivemos que elaborar Deus para que ele nos criasse. Agora, teremos que criar robôs que elaborem por nós. Somos nosso maior adversário.
A espécie, há tempos corrompendo-se, tornou-se incapaz de se manter. Insustentável existência por causa do egoísmo inato do ser. Micróbio parasita do meio.
O ambiente manterá duas criações do homem: Deuses e robôs. O criador primordial não atuará no futuro, pois se extinguiu. O homem é o lobo do homem.
Somos capazes de reconhecer a personalidade nefasta da espécie, de identificar-nos, mas não de alterar o impulso latente, haja vista que é substância.
Resta-nos, portanto, o jogo parresiástico, obviamente com fins autotélicos, que reforça nossa condição de ser inteligente na razão, mas narcísico na paixão.
O ser não
precisa de motivação para atuar em ofensas ao meio, atacar os sujeitos e
objetos ao alcance dos sentidos. Pela inata condição de predador, buscando
perseverar em si, ataca o próximo com elaboração e vigor, seja quem for, haja
motivo ou não. A causa é o comportamento animal prevalente, que varia
irracionalmente em limiares desconhecidos à consciência.
Durante os
breves lampejos de razão, que esclarecem a percepção do animal primordial, significando
fragmentos descontínuos de autocontrole, o sujeito percebe o instinto e recua
na sua ofensiva. Eis as durações de inteligência da qual nos gabamos seres racionais,
portanto superiores. O ambiente torna-se meio para se atingir o fim de perseverança,
aqui entendido por reservas materiais, alimentares e abrigo.
Fazer-se visto e expor sua ideia mundo afora parece ser uma maneira de perseverar, impondo-se sobre outros, destacando-se meio à mediocridade do meio. Há de ser, mas ser o líder, o formador de comportamentos, o behaviorista dominante. Assim, sobretudo, não estará dominado, não sentirá a humilhação de ser inferior nem submisso. O homem moderno, da comunicação massificada, relaciona-se com o meio como um tirano do saber, num reforço de autoexposição ad nauseam de duração contínua, que o coloca numa posição de poder imaginário.
O retorno do clássico cínismo? Ou a parresia nunca deixou de atuar no ser humano? A coragem de falar as verdades? Ou a necessidade de ser visto? Este texto é um bom exemplo de resposta às perguntas. Conclusão do pior tipo de inatismo imaginável. Falei as minhas, agora responda com as tuas verdades, caro leitor. Caso não tenha ideias, dê uma resposta como as minhas, pleonasmos vazios do naipe: idiossincrasias individuais.
segunda-feira, 1 de maio de 2017
INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA DO APRENDIZADO
UNIDADE I: PIAGET E VYGOTSKY
A
partir da leitura do texto-aula, a seguinte interpretação será elaborada, com
base nos conceitos valorizados do conteúdo analisado: o interacionismo sujeito
objeto. Ou seja, neste sentido, pautada em relações entre dois conceitos, um
subjetivo, outro objetivo.
CONSCIÊNCIA
E CULTURA
Ambos os pensadores abordam o mesmo assunto, porém a partir
de pontos de vistas diferentes que, assim como todos os seres, possuem cada
qual sua própria individualidade. Apesar de semelhanças, os dois pensadores
possuem diferenças na leitura da educação na formação do sujeito. As diferenças
entre eles, nítidas no material didático do curso, tornam-se evidência de
subjetividade e sustenta que, apesar de possuirmos potencia social, a atuação
dependerá das condições do meio. O ambiente determinará as formas de leitura e
atividade do ser. Contudo, não só o ambiente e as experiências determinarão a
substância de uma pessoa, mas o inatismo que definirá as conformações orgânicas
dos órgãos, metabolismo e circuitos do corpo pensante e atuante (sujeito).
O subjetivismo causado pelas experiências, onde o ambiente
é causa determinadora da consciência. Ora, a educação é também determina da
pela cultura do meio, haja vista que é mandatória a obediência dum programa
pedagógico, pautado em interesses de um dado contexto político e econômico.
PENSAMENTO
E LINGUAGEM
A linguagem do sujeito
representa a sua capacidade de identificar, ordenar, relacionar e compartilhar
as suas ideias. No tocante do comparativo entre os dois pensadores, ambos
apresentam uma leitura altiva, contudo, notam-se novamente dois pontos de vista
diferentes, grosso modo, Piaget de dentro para fora (arbitrariedade
linguística) e Vygotsky de fora para dentro (apropriação de significados
sociais).
Ambos os pensadores direcionam suas ideias rumo ao
condicionamento, ou seja, ao processo de recebimento de estímulos (signos)
formadores de comportamento (significados). A teoria de Piaget e Vygotsky,
dentre diferenças marcantes, possui uma semelhança caracterizada pelo
afastamento da psicanálise (subconsciente) e uma consequente aproximação do
behaviorismo (comportamento).
A linguagem é vista como uma
relação entre forma e sentido, entre signo e significado, que, através de uma
codificação, resultará em troca de mensagens. Piaget não considera formas de
linguagem não verbais, nem considera a (in)aptidão inata do ser como potencia
de atividade e vontade. Ora, atentar-nos-emos à limitação da abordagem, pois há
peculiaridades primordiais que não são consideradas pelos pensadores.
Vygotsky
propõe a articulação pensamento/linguagem através do que chama de pensamento
verbal, que opera, basicamente, via puros significados. Tais significados são
adquiridos por apropriação e internalização de instrumentos simbólicos, por
meio da interação que se estabelece com a atividade, transferidos socialmente
dos mais velhos para os mais novos (educação).
INTROSPECÇÃO
E COMUNICAÇÃO
Experiências entre pessoas,
segundo Vygotsky, originam a consciência do ser, através de atividades
exclusivamente humanas e internalização de instrumentos interpessoais. Ou seja,
o interpessoal (objeto) transforma-se em intrapessoal (sujeito) para que possa sustentar
a elaboração de linguagens inteligíveis. Ora, pois, os pensadores não
perceberam que pode haver compreensão no emissor, mas não no receptor. Ou
ainda, a mensagem pode ter uma leitura distinta para o emissor e para o
receptor, pois, contíguos a ela, nas fronteiras das percepções, existem ruídos,
contextos, códigos, poliglotismos, impedimentos físicos e ou intelectuais etc.
Por exemplo, mensagens são substancialmente subjetivas por meio de sinais, poesia,
artes cênicas, plásticas, música e assim por diante. Ou ainda, deficiências
congênitas ou adquiridas que limitem ou distorçam a comunicação.
FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO
A partir dos últimos parágrafos que encerram o capítulo do texto-aula, exponho minha parresiástica opinião, não conclusiva nem exaustiva, entretanto abrangente no tocante do contexto cronológico e espacial em que vivemos.
FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO
A partir dos últimos parágrafos que encerram o capítulo do texto-aula, exponho minha parresiástica opinião, não conclusiva nem exaustiva, entretanto abrangente no tocante do contexto cronológico e espacial em que vivemos.
“Chamo aqui a atenção dos
educadores para a realidade da ação na qual se envolvem quando se comprometem
com o desenvolvimento humano de crianças, adolescentes e jovens, já que são os
responsáveis pela condução do processo e das formas de interlocução
empreendidas durante a atividade educativa. É certo que há inúmeras situações,
vividas neste contexto sociocultural, que expõem os sujeitos a uma dinâmica
intensa de troca, intensificando as possibilidades de aprendizagem e
desenvolvimento mútuo – ensinantes e aprendizes alternam seus papéis na
construção do conhecimento.” (De Castro).
“Diferentemente das situações informais, nas quais os
sujeitos aprendem por imersão em ambientes culturalmente ricos e informadores,
na escola, os agentes pedagógicos têm o papel explícito de interferir no
processo de aprendizagem (e, portanto de desenvolvimento), provocando avanços
que não ocorreriam espontaneamente. Daí ser necessariamente interessante a
intervenção deliberada de outras pessoas no desenvolvimento, considerada como
processo pedagógico privilegiado na escola.” (De Castro).
A escola, assim como outras instituições, acumulou
influências dos períodos antigos e está em constante transformação no
devir cronotópico. Trata-se de um acúmulo de saberes que tece uma relação de
poder entre a instituição e a sociedade, e entre o portador do saber e o aprendiz
(jovem ou adulto). Ora, os interesses das classes dominantes tem um
peso grande nas decisões pedagógicas e educacionais de um Estado. Além, é dever
dos cuidadores, conforme o disposto na constituição do
Estado, manter o menor matriculado em escola exclusivamente reconhecida
pelo sistema, que atenda rigorosamente às diretrizes curriculares estabelecidas
pelas partes interessadas.
As situações informais descritas pela autora possuem,
decerto, ruídos que a mídia propaga ad nauseam à massa,
repletos de ruídos que causam interferências de leitura, portanto uma perversidade
da comunicação. Estamos na era digital, na liquidez pós-moderna, ao alcance de
informações imensuravelmente abundantes, disponíveis em rede global de comunicação,
com acesso amplo e instantâneo, mas nota-se que tal ferramenta se torna objeto
desfavorável ao sujeito aprendiz. Havemos de aplicar um filtro de bom senso,
com juízo e crítica, naquilo que passa pela mídia informatizada.
Ora, pois a propaganda enquanto formadora de uma opinião
pública tem seus conflitos de interesses que incidem diretamente na proposta da
educação. A primeira com uma finalidade originalmente mercadológica e a segunda
com fins humanísticos, tais como aquisição do saber, capacitação do sujeito
e promoção de sua liberdade e igualdade social. Na escola, a
promessa de ideias a fim de atingir o desejo do receptor, ora com interesses
comerciais, ora políticos, deve ser minimizado. A mensagem deve
encantar o aluno pela beleza intrínseca do saber, e não pela persuasão
sistemática e oportunamente direcionada.
UNIDADE II: PSICOLOGIA
E CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO
Declarada a exclusão das posições de inatismo
(racionalismo) e empirismo (ambientalismo) nas obras de Piaget, para abordar o
processo de aprendizado (gênese do conhecimento) com exclusividade na posição
construtivista (interacionista): sujeito e objeto são partes indissociáveis que
se constroem mutuamente.
Devemos, antes de prosseguir, delimitar as fronteiras para
a abordagem. Considerar-se-ão dentro deste contexto apenas aqueles aptos
fisicamente e válidos psicologicamente. Não obstante, sabemos das limitações
idiossincráticas do ser que, meio a variedade de personalidades, expressa
patologias e deficiências (adquiridas e inatas).
Piaget coloca a observação figurativa como usina de
conhecimentos operativos. Os estímulos (sentidos, sensações) são digeridos e as
enzimas são as experiências adquiridas no meio. Há uma imitação interiorizada a
partir da identidade entre objetos e seus respectivos significados apreendidos.
O desenvolvimento de um conceito é reforçado com a aquisição de experiências:
percepção, assimilação e acomodação. Lembra-me o entendimento de Spinoza acerca
do mesmo tema: identificação, ordenação e relação (Tratado da Inteligência).
Vygotsky abrange o entendimento sobre o processo de
aquisição do conhecimento e pressupõe aspectos biológicos, sociais e culturais,
que, a partir da linguagem, alcançará a cognição superior. Três são os níveis
que ordenam este processo: zona de desenvolvimento potencial
(capacidade/percepção), proximal (assimilação/transição) e real (acomodação/consolidação).
Cabe no entendimento de Vygotsky o conceito de inatismo, pois é considerada a
limitação individual no aprendizado de uma tarefa.
Wallon aborda o tema de maneira altiva ao classificar o
aprendizado nos estágios impulsivo-emocional, sensório-motor e projetivo,
personalismo, categorial, puberdade-adolescência e adulto. Wallon, além, pela
sua formação ampla nas ciências naturais (medicina) e sociais (filosofia),
considera tanto o aspecto interno de constituição de si quanto o externo de
conhecimento do mundo, nos quais o sujeito constitui-se de características
genéticas, históricas, e socioculturais. Aprender para Wallon pode ser, grosso
modo, resumido em diferenciar-se, apreender e identificar.
UNIDADE III: SOCIEDADE
E CULTURA ESCOLAR NA FORMAÇÃO COMPORTAMENTAL DOS JOVENS
O texto torna-se contraditório a
partir do momento que apresenta uma escola não autoritária, impositiva nem
dominadora, entretanto a coloca como responsável pela segurança e promoção
social. Vejo que a modernidade
disponibiliza a informação fartamente e livremente ao publico, via internet,
livros, mídias diversas, e que a escola, portanto, deve assumir uma posição estimuladora
de vontade de saber, provocar a paixão pelo conhecimento, como diria Ariano
Suassuna.
O texto expõe as implicâncias danosas
à personalidade dos futuros membros sociais, que a imposição de vigilância e
punição evidentemente impera ao dispor, primeiro, o professor de forma tirana, à frente, e, segundo, os alunos passivamente, recebendo informações doutrinárias de um programa de
ensino estatal negociado. O aprendiz condiciona-se a absorver
inquestionavelmente o que lhe for apresentado, tornando-se sujeito tolhido do
poder de interpretação e atuação no saber. Ora, diria Rubem Alves, as crianças
devem aprender a pensar por si próprias e a buscar as informações movidas por
paixão, afinal tudo está disponível no ambiente. Não é substancial de o
professor moderno repassar o que está num programa de ensino maquinalmente, isolado,
de frente para a lousa e de costas aos alunos, mas provocar os últimos com a
beleza libertária do conhecimento, que extravasa as limitações das ciências e
das salas de aula. O aluno, enquanto sujeito, há de elaborar seus próprios
predicados a partir de experiências pessoais, idiossincrasias e potencia de
vontade própria, ao invés de manter-se como objeto de uma máquina educacional
formadora de rebanho.
Conforme minha leitura e baseado
em minha opinião, um ponto crítico do texto é a utilização da falência da
instituição familiar como premissa, a respeito da escola substituir as funções
paternas e ou maternas. Grosso modo, entendo como falácia, ou pior, indução elaborada de uma conclusão ou dedução precipitada do contexto social moderno
(página 46). Ao assumir esta premissa, aceitamos o colapso da vida em sociedade
e, portanto, a escola perde seu sentido, seu significado de existir. Ratifico a
crítica no tocante à falência familiar como premissa a partir de uma contradição
exibida no trecho “É importante lembrar que os principais modelos para a
construção da identidade são os pais.” (página 59).
Diz-se da escola o espaço de
formação de um indivíduo. Desta frase obtenho duas conclusões: Primeiro, a
escola constitui-se como lugar formativo, e não informativo. Segundo, a escola
forma indivíduos e não pessoas (aqui me refiro ao conceito de Emmanuel Mounier).
É a partir da decifração íntima das mensagens que chego a uma leitura altiva do
texto, apreendendo-o. Ora, basta relembrar que, apesar de pesquisas pedagógicas
e outras publicações relacionadas, o programa educacional brasileiro é,
aprioristicamente, reduzido ao preparo do jovem à prova de ingresso ao ensino
superior (Vestibulares e ENEM). Pouco se pensa a respeito da formação
personalista de sujeitos incluídos numa sociedade simbiótica e criativa. Além
desta análise, pode-se analisar a escola cronologicamente, pela arqueologia do
saber, da clausura e da padronização da sociedade desde a mais tenra idade.
Quais são os interesses envolvidos na constituição federal que obriga os pais a
manterem seus filhos escolarizados e o estado a institucionalizar seus jovens
cidadãos? Quem são os mais beneficiados deste processo? Quais as relações de
poder envolvidas nas altas decisões políticas de um programa educacional? Os
jovens egressos estão aptos a um pensamento crítico do meio, a fim de
tornarem-se atores de uma sociedade democrática? Ou, ao invés, formam-se engrenagens
humanas, obedientes e necessárias à manutenção de um sistema produtivo hierarquizado?
A escola que é expressão concreta da sociedade ou a sociedade que é o efeito da
doutrina escolar?
O texto expõe o tema de abuso de psicoativos, exposições a riscos, ou seja, atuação com impulsos descontrolados, de
maneira utópica. Haja vista que a frugalidade é vista no texto como uma quimera
da sociedade, qualquer desvio de comportamento (bullying, drogas, transgressões morais, ou legais) caracteriza-se
como akrasia típica da imaturidade
adolescente. Ora, pois a mente humana, seja infantil ou adulta, opera em
mecanismo de recompensa, em busca de prazeres alhures que superam a razão, exceto pela prática da inteligência. É menor o número de ocorrências puramente racionais, no dia a dia, pois agimos influenciados pelo impulso, com o mínimo de esforço e o máximo de condicionamento, ao menos que haja exposição no sentido contrário ao ambiente natural. Razão versus paixão: Os semelhantes os quais nos identificamos são, grosso modo, os apaixonados (bastam verificar com quais ídolos, figuras simbólicas, mitológicas, ícones e signos temos identidade e empatia). Tete a Tete, estranhamos
e nos afastamos de comportamentos frios e distantes como, por exemplo, estoicos,
monges, eremitas, iogues, filósofos monásticos etc. As diferenças, perante os
nossos sentidos, são uma imediata experiência indesejável de troca, das quais
tendemos a nos afastar inconscientemente. A batalha entre o ego e a consciência
geralmente acaba com a vitória do primeiro. Diante desta leitura, fica evidente
a gigante dificuldade em perseverar na razão, ora por causa de fuga da dolorosa realidade,
ora por confortável acomodação no menor esforço. É durante a infância que primeiro experimentamos a noção de consequência e de empatia, mas, apesar de apreendê-las, tal experiência não representa diretamente à prática destas. E, se é na escola que o tempo do jovem tem maior duração, seja por circunstâncias sociais, seja por terceirização de responsabilidade pelos cuidadores, logo é na escola que ele há de se expor a trocas e absorver os valores da vida. A escola há de se adequar ao meio, aproximando-se do ambiente onde o jovem se encontra exposto, apresentando suas praticidades, tornando-se semelhante, e se afastando da torre de marfim, estranha e dialética. Então, através da primordial construção de identidade, o jovem e a escola estarão em simbiose, alternando entre si as posições de sujeito e predicado.
A força cognitiva é tida como motor do pensamento e da
conduta moral, que se transforma em estágios progressivos à medida que o
sujeito experimenta interações com o ambiente, movida pela potencia de vontade
e através dos sentidos inatos do ser. Havemos de selecionar nossas experiências
para que, sustentando-se em meios criteriosos, cheguemos a fins vantajosos à
maturidade intelectual e à adaptação. A nossa natureza, herdada geneticamente,
é constitutiva, insubstituível e, portanto, usá-la-emos como nobre ferramenta de
aprendizado.
'Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo'. (Paulo Freire)
Referência:
https://drive.google.com/folderview?id=0B-gC2RGJeIlVREN3OHUwNUQtbHc
'Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo'. (Paulo Freire)
Referência:
https://drive.google.com/folderview?id=0B-gC2RGJeIlVREN3OHUwNUQtbHc
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