sábado, 18 de fevereiro de 2017

O que há em Deus?


Eis a Reflexão à mente apaixonada


Não iremos acordar sobre opiniões, mas sobre linguagem e modo de vida. De acordo?

A aqueles que classificam-se como ateus, agnósticos, céticos etc. Mantenham sua opinião se assim desejarem, mas proponho esta reflexão para elucidar o meu ponto de vista a respeito de Deus. Uma palavra de 4 (quatro) letras, que tem um envolvimento especial com a mente. De mero signo ao maior significado imaginável.

Quando pensamos no nome carro, vem a imagem de um automóvel a tua cabeça, com quatro rodas, motor, volante e tal. Justo?

Quando, por exemplo, pensamos no número 7 (sete) não nos vem imagem alguma. No entanto, intuitivamente, uma ideia de 7 (sete) é concebida, como significado de um parâmetro elegido e adotado para quantidade.

O número 7 (sete) pode ser substituído por outros números quaisquer, ou ainda por um círculo, reta ou outras figuras geométricas, sem prejuízo à proposta da reflexão. Há de considerar a potência de intuição do ser.

Quando pensa em Deus, o que vem a tua consciência?
Pois bem, se veio algo, então você acredita Nele, aceitando-o ou não. Se não veio nada, você ainda não entendeu o que significa o conceito Deus.

A função significativa de um nome universal permanece, mesmo não existindo a coisa real. Ao dizer que algo não existe, aceita-se previamente a sua denominação morfológica. Ao idealizar o significado do conceito Deus e entender a sua proposição, julgando-a verdadeira ou falsa, ou ainda que carente de proposição, Deus torna-se inteligível.

Supremo clemente, benevolente, onipresente, onisciente e onipotente. Há de haver uma palavra que represente este conceito. Ei-lo Deus, que para alguns, simbolo do Ser divino de maior significado, para outros apenas um signo.

Encerro aqui com este último fragmento de ideia. Eis uma provocação à mente apaixonada por Deus, aquele ícone adônico, belo e desejado, que passa o tempo todo submerso no inconsciente e que, eventualmente, emerge para apaziguar a guerra entre o mundo da razão e a da paixão. O ser sente-se culpado ao testemunhar as frustações de esperanças depositadas nas coisas da vida. De fato, a culpa pesa sobre a consciência e o inconsciente somatiza em confissão e autopunição. E qual o referencial externo que serve de fortaleza? Que tal uma figura paterna de segurança, de um Pai disponível a te escutar, pronto para castigar, mas que sempre o perdoará e jamais o abandonará? Siga a palavra Dele, pois Ele vigia e será o teu juízo final.





- La linguistique, Jean Perrot. Presses Universitaires de France. 1970.
- Investigações Filosóficas, Ludwig Wittgenstein. Editora Nova Cultural. 1999.
- O Tratado da Inteligência, Baruch Spinoza.
- Lev Semenovitch Vygotsky.
- Discurso de Metafísica, Gottfried Wilhelm Leibniz.
- As Fundações da Mística, Bernard McGinn.
- Obada, OS. Body Ego and Trauma as Correlates of Comfort in the Physical Proximity of Others. Polish Psychological Bulletin 2014, vol 45(1), 92-100