sexta-feira, 21 de abril de 2017

Jesus era comunista!

Alguns camaradas, companheiros, anarquistas, comunistas, pseudoleftists, newleftists etc. costumam questionar o papel da religião na política de esquerda. Haja vista a influência que a igreja exerce na organização do Estado, de novas seitas neopentecostais com fins lucrativos, além da sátira na qual Jesus é socialista. Ora, pois há algum mal em ser de esquerda e ter religião? Que tal ser um anarquista cristão?

Neste tocante, adoto aqui a famosa parábola de Cristo, do joio e do trigo. Veremos...
Temos dois tipos: os religiosos monásticos em busca de mística nos textos metafísicos, mas também temos os pigs em busca de isenção fiscal e dízimo nas empreitadas "evangélicas".

Separar o joio do trigo é necessário para se tentar chegar num senso comum?
Minha leitura da história e opinião subjetiva indicam que os religiosos verdadeiros mais se aproximam do espírito esquerdista (o trigo) que da direita perversa à la Lutero e Calvino (joio).
Obras de Tomas de Aquino inclinam-me à teoria personalista do contemporâneo Karol Wojtila, por exemplo, e isso merece um momento de introspecção social, anárquico e de coletividade.

Lembro-me também dos textos disponíveis no sítio eletrônico do Vaticano, um territorio essencialmente capitalista, que revela um arsenal teórico, grosso modo, esquerdista. Há produção de qualidade nos cômodos contíguos à nojenta instituição financeira católica. Novamente, o joio e o trigo. No senso comum, não podemos reduzir o julgamento do caráter à religião, mas elevar o juízo à consciência de se viver um coletivo de compaixão e igualdade (a essência da religião!).

Tete a tete, entre nós, de esquerda, torna-se mister um discurso mais racional que apaixonado. Por exemplo, a ideia exagerada de igualdade já implica em akrasia, pois valoriza os semelhantes e exclui "o joio".

Portanto, vejo que os textos bíblicos foram precursores deste nosso atual paradigma calvinista-iluminista-liberal. E que os esquerdistas radicais muito se aproximam do espírito segregador dos tiranos capitalistas, cujos interesses são reforçar os semelhantes e eliminar os diferentes. A influência da religião é notória na nossa sociedade, independentemente da posição política. Os nossos primórdios de moral, juízo, senso e ética resumem-se num alicerce cristão, seja você religioso ou não, esquerdista ou liberal.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

What sci-fi theory would the biochemist Asimov think today?


Clinical practice based in evidence, but what if the evidences are only scientific suppositions related to early diagnoses of genetic probabilities. Currently, I feel like an electronic programmed robot from Silica Valley, able to follow the promoted trues of Hollywood and chasing the fortunes of Wall Street, no matter neither how nor why.

23andMe, this is the new trend in US Market that implies in a new prophylactic therapeutic world. Modernity brought to mankind advances in technology but on the other hand distorted our social relations and reflected psychological impacts. Angelina Jolie has already the highest beauty pattern and the richest material availability, but is she satisfied about her life expectancy? Mind that the previous robot feeling implies in eternal life.

Current health issues, which include treatment of diseases, could be obsoleted once the Personal Genome Service Genetic Health Risk (GHR) tests arise to clinical practices. Then GHR will be soon absorbed by our daily concerns. Could you imagine this? Initially, consumers will have access to saliva test for ten diseases: Parkinson, Alzheimer, Celiac and type 1 Gaucher diseases; early-onset primary dystonia; Alpha-1 antitrypsin, Factor-XI and G-6-P dehydrogenase deficiencies; hereditary hemochromatosis and thrombophilia.
  
Let us suppose a couple of practical cases, for example, young people extracting their tissues in a prophylactic bases, or healthy people exposed to chemical and biologic drugs since their youth. These examples may imply in unknown risks, but actually will develop a new market era. This could be the answer for “how”.

Humans are not supposed to be sick I believe, and I explain it. Since ancient times, mankind needs its panaceas, extracted from Nature and delivered by spiritual guides, to promote the cure of all sort of worries. Once one gets sick, one should be put behind hospital walls, far from our healthy sight. In a near future, no hospital will be required, no gurus, but an efficient lab diagnosis apparatus and the ultimate genetically targeted drug. Doctors will be required only in case of idiosyncratic iatrogenic reactions.


Well, despite of suppositions of advances in science and public health areas, it is clear that commercial interests rule the standards of our culture, and politics inside of FDA is moving to a more benefic scenario for industrial players. We all have concerns that regard to our inevitable death, but there is a major power ruling the decisions that media would not expose. Lots of interests are going on in the White-House. This could be answer for “why”.

terça-feira, 4 de abril de 2017

OS INVESTIMENTOS E A SORDIDEZ DO CAPITAL


Tem futuro promissor um ambiente no qual é desejada uma sociedade com elevada ocorrência de doentes e criminosos? Proponho uma reflexão, partindo desta questão como premissa, que soa num tom provocativo propositalmente.

Decerto há relação íntima entre o aumento dos doentes e criminosos e a viabilidade da empreitada capitalista. A inflação do capital, seja como efeito da superprodução de bens e oferta de serviços, é garantida pela crescente demanda de mercado no decorrer da história da sociedade, que progride desde o pretérito longínquo.

Nos exemplos "doentes" e "criminosos", a demanda destes é garantida com uma contínua tendência de mantê-los, por facilitação dos meios para tal fim, pois quanto mais doentes e criminosos, mais o capital se beneficia. Empresas de medicamentos, serviços e equipamentos médicos justificam o aumento de sua receita conforme há mais doentes. Da mesma forma, aparatos policiais e judiciários com seus interessantes criminosos. Eis um mecanismo perverso do capitalismo laissez-faire.

A situação teria a mesma lógica quando aplicada nas seguintes: indústria bélica e a manutenção da desordem, terror e guerra; indústria energética e a manutenção do consumo de fontes sujas não renováveis; a indústria alimentícia e o hábito prejudicial de alimentos processados e refinados; o poder invisível do crime organizado e o consumo de drogas, jogos, apostas, vestimentas, investimentos e outras psicoclausuras compulsivas.

Nesta seara, os sujeitos desta análise correlacionam-se entre si da seguinte forma abstrata: indústria farmacêutica e a indústria alimentícia não se importam com a saúde; indústria penitenciária e a indústria bélica não se importam com a ordem; a indústria energética e a indústria automotiva não se importam com catástrofes ambientais. Por fim, o crime organizado correlaciona-se com todas as forças liberais, através de seus tentáculos de poder invisível.

Os sujeitos elencados são instituições partes de uma sociedade dinâmica, que se desenvolve continuamente num contexto complexo de meio ambiente e relações de poder, e não necessariamente desempenham seus interesses obscuros de maneira consciente. As implicâncias perversas de causas e efeitos desta abordagem são, geralmente, eventos, apesar de dependentes, não intencionais.

Diante dos fatos expostos, há no texto uma desejada indução do leitor a apreender o quão degradante ao caráter é o investimento neste sistema, tamanho é o prejuízo causado à sociedade. Mas, despersonalizados e focados na vantagem individual, é o que se faz os jovens empreendedores do mercado financeiro. Seja feita a reflexão individual de cada leitor, subjetivamente, a fim de se evitar a akrasia. Para qual empresa dedicarei meus investimentos, aspirando a imensuráveis fortunas em rendimentos, ora como cúmplice da sordidez denunciada, ora como uma hipocrisia viciante.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A produção e o consumo in silica

A contemporaneidade in silica apresenta uma nova forma de relação e troca, bem estabelecida e dominante na sociedade, a internet, que se consolidou como maior meio de produção e, sobretudo, de comunicação. Séculos consecutivos de domínio industrial no poder sociopolítico convergiram na soberba indústria da informação instantaneamente disponível. Três exemplos destas novas formas de relação e troca são as atividades publicitárias, editoriais e laborais. Os três exemplos são notórios nas minhas experiências e leituras do dia a dia, portanto abordados subjetivamente a seguir.

A publicidade está intimamente relacionada a aparatos da rede virtual internet. A ligação íntima de outrora, que a mídia impressa e eletrônica mantinha com a publicidade de produtos e serviços, é direcionada pela mídia digital. Aplicativos, blogs de notícias, podcasts, redes sociais entre outros, compartilham informações de alto poder penetrante no modo de vida das pessoas. O desejo, as paixões, são apelos de alcance global, que viraliza numa velocidade supra-humana.

Os editoriais de origem investigativa, que promovia robustez da informação, atualmente residem num jornalismo especulativo e não confiável de fontes amadoras. Neste tocante, destaca-se novamente a mídia digital, haja vista que os mesmos meios e a mesma codificação transmite a mensagem formadora de opinião: Aplicativos, blogs de notícias, podcasts, redes sociais entre outros. A sociedade está inundada de notícias falsas, capazes de causar efeitos catastróficos, desde definir uma eleição desastrosa até incitar terrorismo, guerras étnicas e religiosas.

O trabalho é um constituinte da vida social vigorosamente afetado pelas mudanças contemporâneas. Não obstante é a atividade que mais predomina na duração do ser moderno, ora, pois estou, neste momento, trabalhando. A arqueologia do trabalho pode nos mostrar que os últimos séculos registraram drásticas mudanças do trabalho, que, embora mantido o mesmo significado do conceito, no contexto da empreitada burguesa do capital, o trabalho apresenta descrições distintas ao longo das revoluções. Destaco a revolução industrial que culminou no trabalho braçal do operário – O proletário. Em seguida, a revolução que promoveu a era do técnico-analista investidor – O Homo economicus – e, por fim, a presente transformação do homem digital – Homo technologicus – que trabalha em sobretudo com planilhas e e-mail.


Ainda no quesito trabalho, os canais da informação retornam a campo, ei-los: Aplicativos, blogs de notícias, podcasts, redes sociais, sites relacionados ao tema etc. São estes recorrentes meios de comunicação que expõem a realidade do homem moderno, pois fora deste contexto há poucas condições de agenciar quaisquer formas de atuação. Faça uma simulação e aspire a uma entrevista de colocação profissional no mercado de trabalho atual. Recorrerá, incondicionalmente, à mídia digital para procurar vagas e candidatar-se. Foi este o aparato que me proporcionou atuações na pesquisa clínica e nos concursos municipais de farmacêutico.