quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Uma nova chance para a humanidade



[Retirei-me não apenas dos homens, mas das ocupações, e especialmente das minhas ocupações: eu cuido dos negócios dos pósteros. Para eles escrevo algumas coisas que possam ser úteis. Confio às cartas admonições salutares, como que receitas de medicamentos úteis, tendo experimentado serem elas eficazes em minhas próprias úlceras, que mesmo se não estão inteiramente curadas, deixaram de avançar. O bom caminho, que conheci tardiamente e vagueando fatigado, eu mostro aos outros.] Sêneca. Epístolas a Lucílio, 8, 2-3


Muita água foi envenenada nessa era de peixes, e muito sangue jorrou dos ritos do homem. Há de se construir a verdadeira beleza das coisas, enfim, não só em palavras, desde que o excesso se restitua à essência, afastando-se do onânico desejo à carne e no hedônico apego à riqueza, prazer e honra. Neste momento conflitante que antecede a mudança há muitos juízos opostos, contraditórios e, na busca pelo lado certo, a única certeza é que não podem ser ambos verdadeiros.

Em busca do interior, devemos nos lançar à essência das coisas. Lapidar nossa inteligência, que é castigada com persuasões baseadas em falácias e hipocrisia, cada dia mais, por discursos políticos, religiosos, publicitários e científicos: O sofístico canto da sereia. Havemos de nos identificar a um novo olhar sobre o universo e criarmos juízos verdadeiros. Afinal, a busca é inata e estamos em um caminho frugal da salvação.

Concebido o fim, sabemos que os meios são inúmeros. Entretanto, não há ponte para o futuro.  Digo que, certamente, a filosofia é um caminho extenso, mas seguro a ser seguido: Conheça-te na intimidade e exercite a verdade obtida. Neste momento de transformações, quanto mais nos afastarmos dos impulsos perpetuadores da espécie, mais humanos seremos. O futuro jaz na razão e não há outro lugar para recorrer senão à inteligência e aos sentidos.

Abaixo à temerária eugenia de raças, visto o emaranhado migratório que a globalização promoveu, pois somos vira-latas com vontade de "pedigree"; Fim das fronteiras entre países, dado a transnacionalização que o Homo economicus instituiu: Houve guerras. Temos uma essência mais definida agora, algo comum entre nós que nos identifica. Sim, somos feitos para viver em sociedade, interagir através da linguagem, para fazer política. Conceitos e juízos à prova no devir!


Ver também:

- SWARTZ, Aaron. Guerilla Open Access manifesto. https://archive.org/stream/GuerillaOpenAccessManifesto/Goamjuly2008_djvu.txt
- SILVA, Markus Figueira. Sedução e persuasão: os “deliciosos” perigos da sofísticaCad. Cedes, Campinas, vol. 24, n. 64, p. 321-328, set./dez. 2004. http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v24n64/22833.pdf
- WIKIPÉDIA. https://pt.wikipedia.org/wiki/Era_de_Pisces
- CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Àtica, 2008.

Nenhum comentário:

Postar um comentário