segunda-feira, 3 de abril de 2017

A produção e o consumo in silica

A contemporaneidade in silica apresenta uma nova forma de relação e troca, bem estabelecida e dominante na sociedade, a internet, que se consolidou como maior meio de produção e, sobretudo, de comunicação. Séculos consecutivos de domínio industrial no poder sociopolítico convergiram na soberba indústria da informação instantaneamente disponível. Três exemplos destas novas formas de relação e troca são as atividades publicitárias, editoriais e laborais. Os três exemplos são notórios nas minhas experiências e leituras do dia a dia, portanto abordados subjetivamente a seguir.

A publicidade está intimamente relacionada a aparatos da rede virtual internet. A ligação íntima de outrora, que a mídia impressa e eletrônica mantinha com a publicidade de produtos e serviços, é direcionada pela mídia digital. Aplicativos, blogs de notícias, podcasts, redes sociais entre outros, compartilham informações de alto poder penetrante no modo de vida das pessoas. O desejo, as paixões, são apelos de alcance global, que viraliza numa velocidade supra-humana.

Os editoriais de origem investigativa, que promovia robustez da informação, atualmente residem num jornalismo especulativo e não confiável de fontes amadoras. Neste tocante, destaca-se novamente a mídia digital, haja vista que os mesmos meios e a mesma codificação transmite a mensagem formadora de opinião: Aplicativos, blogs de notícias, podcasts, redes sociais entre outros. A sociedade está inundada de notícias falsas, capazes de causar efeitos catastróficos, desde definir uma eleição desastrosa até incitar terrorismo, guerras étnicas e religiosas.

O trabalho é um constituinte da vida social vigorosamente afetado pelas mudanças contemporâneas. Não obstante é a atividade que mais predomina na duração do ser moderno, ora, pois estou, neste momento, trabalhando. A arqueologia do trabalho pode nos mostrar que os últimos séculos registraram drásticas mudanças do trabalho, que, embora mantido o mesmo significado do conceito, no contexto da empreitada burguesa do capital, o trabalho apresenta descrições distintas ao longo das revoluções. Destaco a revolução industrial que culminou no trabalho braçal do operário – O proletário. Em seguida, a revolução que promoveu a era do técnico-analista investidor – O Homo economicus – e, por fim, a presente transformação do homem digital – Homo technologicus – que trabalha em sobretudo com planilhas e e-mail.


Ainda no quesito trabalho, os canais da informação retornam a campo, ei-los: Aplicativos, blogs de notícias, podcasts, redes sociais, sites relacionados ao tema etc. São estes recorrentes meios de comunicação que expõem a realidade do homem moderno, pois fora deste contexto há poucas condições de agenciar quaisquer formas de atuação. Faça uma simulação e aspire a uma entrevista de colocação profissional no mercado de trabalho atual. Recorrerá, incondicionalmente, à mídia digital para procurar vagas e candidatar-se. Foi este o aparato que me proporcionou atuações na pesquisa clínica e nos concursos municipais de farmacêutico.

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