Mandei essa reflexão há pouco a um amigo. Compartilho aqui também a vocês, caros, como sugestão de leitura.
Cântico:
"a sabedoria é radiante, não fenece, é facilmente contemplada por aqueles que a amam e se deixa encontrar por aqueles que a buscam. Ela mesma se dá a conhecer aos que a desejam... Ela faz brilhar sua nobre origem, vivendo na intimidade de Deus, pois o Senhor de tudo a amou".
Tao-Te-Ching:
"os que têm saber não são sábios; os que são sábios não têm saber.".
Rubem Alves:
"os conhecimentos nos dão meios para viver.
A sabedoria nos dá razões para viver.
Sábias são as pessoas que sabem viver. Tolo é aquele que, tendo defendido tese sobre barcos e mapas, não sonha com horizontes, não planeja viagens, não imagina portos. Anda sempre em terra firme por medo de naufrágio".
Lembrando que as escrituras sagradas antigas indicam o caminho para viajarmos ao templo do Altíssimo divino, a fim de termos sabedoria para viver plenamente, contemplando o cosmos.
O sábio não se injuria porque tudo podem tirar dele, exceto a sua personalidade. A sabedoria para o sábio basta e, portanto, nem o Imperador é capaz de atingi-lo, dizia o master estoico Sêneca. O imperador Nero era, de fato, aluno e amigo de Sêneca e, não suportando essa sabedoria, ordenou que o seu mestre fosse executado. Semelhança com Sócrates e Jesus?
Muito disso foi elaborado entre os dois lados. Babilônia, Grécia, Irã, Egito, Índia etc. Ciro e Salomão talvez eram suficientemente sábios para reinar o seu povo, o que não vemos hoje, infelizmente. Eis que, num dado momento, o lado do ocidente passou a negligenciar a mística e a sabedoria divina. Tomando o renascimento e a reforma como marco, ao desvirtuarem o helenismo filosófico e religioso, o saber passou a prevalecer na sociedade, gerando ciência, tecnologia e mercados lucrativos. Aonde chegamos, humanidade?
Saber ≠ Sabedoria.
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