Goethe, maçom, advogado, filho de político, expoente do
literatura mundial, maior escritor e poeta alemão, que inaugurou o Romantismo
com a obra prima epistolar “Os Sofrimentos do Jovem Werther”.
Napoleão, Imperador francês outrora o homem mais poderoso, que
lançou ofensivas e dominou territórios com espírito belicoso, temido por muitos
devido a sua língua afiada e ações desmedidas.
O encontro entre o dois deu-se em 2 de outubro de 1808, em
Erfurt, na Turíngia. Napoleão pediu a Goethe que escrevesse tragédias contando
seus feitos, inspirado no herói Carlos Magno, por quem era obcecado. O maior Imperador
desejava eternizar seu nome na história por meio de produções literárias do
maior poeta.
“Era onze da manhã, entrei na sala e o Imperador estava
sentado numa grande mesa circular, tomando café da manhã, cercado de seus
ministros, discutindo sobre impostos, me pediu para aproximar e disse: você é
um homem. Quantos anos tem? Goethe disse: sessenta. O Imperador: você está bem
preservado e tem escrito tragédias. Traduziu do francês o Mahomet, de Voltaire (maçom),
que não foi um bom trabalho...” Napoleão perseguia artistas e censurava informações.
Nessa conversa, sob duras críticas a respeito de
posicionamentos políticos, Goethe argumenta: “um poeta pode ser desculpado por
se refugiar em um artifício difícil de detectar, quando deseja produzir efeitos
específicos que não podem ser criados simples e naturalmente”. Goethe não aceitou
a tentadora oferta de perpetuar uma imagem heroica do homem mais poderoso do
mundo. Doze dias depois, o Imperador concedeu a Goethe a Grande Cruz da Legião
de Honra.
Fonte: Goethe Mélanges, Traduction Porchat, Hachette, 1863
(Annales de 1749 à 1822, p. 307-309.
Goethe, irmão de Voltaire e difusor de suas obras, chamava
Voltaire de “A principal fonte de Luz”, mas guardava ressalvas fraternas, pois
Voltaire era feroz crítico das religiões, sobretudo do clericalismo e
islamismo. Já Goethe, dedicava estudos ao Islã e admirava a religião do
Oriente, sendo chamado em alguns círculos de “Meccanus” – de Meca. Goethe só
traduziu o “Mahomet” (ou “Le Fanatisme”) pois foi comissionado para tal pelo
Duque Carl August com volumoso aporte financeiro. Na época, Goethe era
presidente do Teatro de Corte de Weimar, bastião da cultura cênica e de grande
influência artística e política européia, cuja sobrevivência não seria possível
sem os aportes de mecenas, como os do Duque Carl August.
Frederick William III, maçom, era o Imperador da Prussia
quando Napoleão caiu, aderiu a frente antinapoleônica e tomou parte no
Congresso de Viena, que definiu a reconfiguração européia pós Napoleão, e tinha
alianças com a Igreja Protestante.
Fonte: https://www.richtmann.org/journal/index.php/ajis/article/view/2444/2418
Não há registro que evidencie a iniciação de Napoleão, mas é
verificado em fontes diversas que os demais irmãos foram iniciados em Lojas maçônicas.
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