NÃO AO RETROCESSO,
POR UM FUTURO MELHOR: A ESPERANÇA PERSISTE!
Ao longo dos séculos, enquanto alguns privilegiados com
heranças e imunidades jurídicas acumularam grandes fortunas materiais no Brasil,
o proletário aprendeu a suportar o sacrificante cotidiano com suas paixões da
terra e da carne. Na vastidão continental do território brasileiro, afora
diversas formas regionais de cultura, criamos um núcleo autêntico e comum a
todos, como, por exemplo, a nossa língua, a paixão por
futebol, por carnaval, por arroz e feijão, por telenovelas, por santos e orixás, o calor das
relações humanas e da cachaça, dentre outros. Temos fronteiras relativamente novas e, desde
o tempo de Pindorama, muito permeáveis às novidades estrangeiras. Somos um povo
ainda muito jovem considerando-se a história da humanidade, que precisa de uma
educação inclusiva e libertadora aos jovens do futuro. Alhures há culturas
milenares, da Ásia, Oriente Médio, África e Europa e, não obstante, vêm destes
povos as consolidadas teorias filosóficas, religiosas, políticas -
as elevadas criações da mente humana. Além, há povos que formaram uma unidade
econômica e militar forte, donos de mercados, produções e recursos, que
influenciam e lideram os demais estados à custa de exploração e subjugação de
outros povos. Embora muita política e normatização sejam incorporadas do
estrangeiro sem adaptação à nossa realidade, temos uma forma de processar e desempenhar as influências externas, de modo que
algumas de nossas produções (científica, filosófica, política) possuem uma
autenticidade menor que outras (artística, literária, gastronômica) por causa
de fins mercantilistas e de interesses de grupos dominantes.
Ora, entendo que o Brasil tem uma estrutura social em
movimento, instável e abissal, que precisa ser superada, apesar de tanto
sangue que já correu nessa terra. Teremos no porvir uma maior diferenciação e
autonomia em relação aos demais estados, apesar da tendência de uma cultura
globalizada cada vez mais massificada, homogeneizada e líquida. Nossa cultura,
grosso modo, resume-se hoje num aglomerado de valores e significados indígenas,
africanos, latinos, asiáticos etc., ou seja, um processo recente de aculturação e inculturação, fruto do colonialismo, escravagismo e de intensos processos imigratórios, que
no último século definiram as principais características das regiões
brasileiras. Destarte, o futuro brasileiro será produtivo, com uma política e
uma justiça operantes e controladas, um estado de direito democrático e justo,
que possibilite a todos a plena cidadania, pois o nosso terreno é fértil e o
nosso povo é forte. Não há negociação quando se está com a cabeça na boca do
Leão, disse Winston Churchill, pois assim a conquista deve ser batalhada e a
nossa maior arma na selva capitalista é a educação. Não haverá trégua contra os
velhos latifundiários e as grandes fortunas da oligarquia neoliberal. Vamos à luta,
camaradas!
sugestões de leitura:
http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=60651
http://www.wsws.org/

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