domingo, 25 de fevereiro de 2018

NÃO AO RETROCESSO, POR UM FUTURO MELHOR: A ESPERANÇA PERSISTE!


NÃO AO RETROCESSO, POR UM FUTURO MELHOR: A ESPERANÇA PERSISTE!

Ao longo dos séculos, enquanto alguns privilegiados com heranças e imunidades jurídicas acumularam grandes fortunas materiais no Brasil, o proletário aprendeu a suportar o sacrificante cotidiano com suas paixões da terra e da carne. Na vastidão continental do território brasileiro, afora diversas formas regionais de cultura, criamos um núcleo autêntico e comum a todos, como, por exemplo, a nossa língua, a paixão por futebol, por carnaval, por arroz e feijão, por telenovelas, por santos e orixás, o calor das relações humanas e da cachaça, dentre outros. Temos fronteiras relativamente novas e, desde o tempo de Pindorama, muito permeáveis às novidades estrangeiras. Somos um povo ainda muito jovem considerando-se a história da humanidade, que precisa de uma educação inclusiva e libertadora aos jovens do futuro. Alhures há culturas milenares, da Ásia, Oriente Médio, África e Europa e, não obstante, vêm destes povos as consolidadas teorias filosóficas, religiosas, políticas - as elevadas criações da mente humana. Além, há povos que formaram uma unidade econômica e militar forte, donos de mercados, produções e recursos, que influenciam e lideram os demais estados à custa de exploração e subjugação de outros povos. Embora muita política e normatização sejam incorporadas do estrangeiro sem adaptação à nossa realidade, temos uma forma de processar e desempenhar as influências externas, de modo que algumas de nossas produções (científica, filosófica, política) possuem uma autenticidade menor que outras (artística, literária, gastronômica) por causa de fins mercantilistas e de interesses de grupos dominantes.

Ora, entendo que o Brasil tem uma estrutura social em movimento, instável e abissal, que precisa ser superada, apesar de tanto sangue que já correu nessa terra. Teremos no porvir uma maior diferenciação e autonomia em relação aos demais estados, apesar da tendência de uma cultura globalizada cada vez mais massificada, homogeneizada e líquida. Nossa cultura, grosso modo, resume-se hoje num aglomerado de valores e significados indígenas, africanos, latinos, asiáticos etc., ou seja, um processo recente de aculturação e inculturação, fruto do colonialismo, escravagismo e de intensos processos imigratórios, que no último século definiram as principais características das regiões brasileiras. Destarte, o futuro brasileiro será produtivo, com uma política e uma justiça operantes e controladas, um estado de direito democrático e justo, que possibilite a todos a plena cidadania, pois o nosso terreno é fértil e o nosso povo é forte. Não há negociação quando se está com a cabeça na boca do Leão, disse Winston Churchill, pois assim a conquista deve ser batalhada e a nossa maior arma na selva capitalista é a educação. Não haverá trégua contra os velhos latifundiários e as grandes fortunas da oligarquia neoliberal. Vamos à luta, camaradas!




sugestões de leitura:

http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=60651
http://www.wsws.org/

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