segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A homeopatia do Mal


Enquanto o pessoal é do bem, eu sou do Mao.
Não bastasse todos os traumas já vividos pela humanidade acerca da intolerância e violência, uma nova onda de ultra conservadorismo se alastra mundo afora.

Há quem pergunte, qual onda? Alguns exemplos podem ilustrar, como Brexit, separatismo gaúcho e paulista, Trump, Alckmin, Bolsonaro, políticas anti-imigração, fundamentalismos religiosos diversos etc. Há sim um efeito rebote das frustrações de políticas de esquerda e de números estatísticos desfavoráveis da economia mundial.

Aos alopatas peço perdão, mas pensemos na lógica da homeopatia (já que lógica tem): O homem precisa provar de seu próprio veneno, em doses diluídas e continuamente. Talvez crie uma imunidade à perversão, ou cure algum dia.

Pode-se relacionar os fatos ao processo evolutivo do ser. Pois, a arqueologia revela sinais de violência desde os primórdios, desde dezenas de milhares de anos atrás. Nos achados, vê-se marcas de agressão física, aprisionamento e torturas: coisas bem discrepantes da felicidade.

Enumeros filósofos já concluíram que o fim do homem é a tal felicidade. Então, essa violência pode ser um resquício evolutivo, um vestígio de que temos a carga genética de ancestrais bem rudimentares que se importavam mais com o poder do que a felicidade total. Ou meu argumento não passa de uma falácia de apelo à natureza?

A história há de nos contar se tais teorias têm fundamento, ou se são apenas ficção.

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